Mãe negligente perde o poder sobre filha abusada sexualmente pelo tio
03 de outubro de 2013
A Câmara Especial Regional de Chapecó manteve sentença na qual uma mãe foi destituída do patrio poder sobre a filha de seis anos que, além de vítima de negligências por parte da genitora, sofria abuso sexual de um tio de 14 anos. Na apelação, a mãe alegou ter condições de cuidar da filha, já que havia reestruturado a sua vida com emprego e moradia adequada. Mas não foi isso que o estudo social demonstrou.
Na ocasião do acolhimento em instituição própria, a criança demonstrou estar em condições precárias de higiene, repleta de bichos do pé e piolhos. A mãe, apontada como adepta da vida desregrada e permeada de festas e namoros conflituosos, preferia deixar a filha com os avós, os quais, por sua vez, demonstravam não ter condições de cuidar bem da criança. Conforme os autos, a ré já havia perdido o pátrio poder sobre um filho.
Em determinado momento, admitiu mesmo não ter condições de criar essa segunda, motivo pelo qual a deixava com os avós. Foi constatado também que o avó era alcoolatra e a avó, desorientada e submissa, já havia deixado uma filha, que atualmente encontra-se presa por tráfico de drogas, aos cuidados de uma tia. A ré, ao ter conhecimento dos abusos cometidos pelo irmão, limitou-se a pedir que os pais ficassem atentos à situação.
“A amplitude do elenco probatório produzido nos autos justifica, sem sombra de dúvidas, a manutenção da decisão recorrida, porquanto adotou a providência que melhor atende aos superiores interesses da infante”, concluiu o desembargador substituto Luiz Cesar Schweitzer. A decisão foi unânime.
FONTE:TJ-SC
+ Postagens
-
Coordenador do eSocial diz que faltam testes para lançar programa no meio rural
22/05/2014 -
Identificação datiloscópica do acusado é suficiente para recebimento da denúncia
22/05/2014 -
Empresa deve pagar IR por software de controladoria estrangeira
22/05/2014 -
Mulher perde poder sobre filhas de 7 e 10 anos por descaso
22/05/2014 -
Lei 12.978/2014 altera o nome jurídico do artigo 218-B do Código Penal Brasileiro e torna crime hediondo a exploraçao sexual de crianças e adolescentes
22/05/2014
