CCJ do Senado aprova PEC para fim do voto secreto; vai à aprovação pelo Plenário
05 de julho de 2013Depois de aprovada pelos senadores, proposta deve ser votada pelos deputados. Duas outras propostas que tratam do mesmo tema estão em tramitação na Câmara.
Proposta de emenda à Constituição que estabelece o fim do voto secreto no Congresso Nacional (PEC 20/2013) foi aprovada, nesta quarta-feira, pela Comissão de Constituição, Justiça do Senado. De iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria teve parecer favorável do relator, senador Sérgio Souza (PMDB-PR), que defendeu a quebra de interstícios para acelerar os dois turnos de votação no Plenário.
"Ao tornar todas as deliberações do Congresso Nacional abertas e públicas, revela a necessária transparência e publicidade que deve reger a vida pública e o funcionamento das instituições do Estado, de um lado; e, de outro, contribui para a vigilância cidadã pela sociedade sobre a atividade do Congresso, dos deputados federais e senadores", assinalou Sérgio Souza.
Se a proposta for aprovada pelo Plenário das duas Casas (Câmara e Senado), os seguintes processos de votação passarão a ser abertos e públicos: indicações de autoridades e chefes de missões diplomáticas; exoneração do procurador-geral da República antes do fim de seu mandato; perda de mandato de deputado federal ou senador por quebra de decoro ou condenação criminal definitiva; apreciação de vetos do presidente da República a projetos de lei aprovados pelo Congresso.
Na Câmara
O fim do voto secreto no Parlamento faz parte da proposta de plebiscito apresentada pelo governo ao Congresso nesta terça-feira.
Em 2006 a Câmara aprovou em primeiro turno a PEC 349/01, do ex-deputado Fleury (SP), que prevê o voto aberto para todas as deliberações no Congresso.
Desde o ano passado tramita na Casa a PEC 196/12, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que estabelece voto aberto apenas para perda de mandato de parlamentar nos casos de falta de decoro e de condenação criminal com sentença transitada em julgado. Essa PEC teve a sua admissibilidade aprovada na semana passada (26/06) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.
FONTE: Agência Câmara
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