Aloysio Nunes defende interrupção dos trabalhos da CPI da Petrobras no Senado
05 de agosto de 2014Aloysio Nunes defende interrup??o dos trabalhos da CPI da Petrobras no Senado
Em pronunciamento ontem, segunda-feira (4), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) defendeu a interrupção imediata dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada pelo Senado para investigar a Petrobras. Na opinião dele, o ato é necessário em razão da denúncia, feita pela revista Veja, de que a presidente da estatal, Graça Foster, e outras pessoas ouvidas pelo colegiado tiverem acesso prévio às perguntas que responderam na CPI.
Aloysio Nunes disse que a farsa dos depoimentos teve o objetivo de "intoxicar e comprometer o resultado das investigações da CPI". Ele destacou que a operação beneficiou a presidente Dilma Rousseff. Daí, entende o senador, “ter sido engendrada em conluio” entre representantes da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, funcionários da Petrobras e assessores da liderança do governo e do PT no Senado.
– O que há de absolutamente inequívoco nisso é a participação de pessoas ligadas ao Poder Executivo. É possível que a gravação [do vídeo que revelou a manobra] esteja truncada? É possível. Mas o que está combinado ali, o teor das conversas gravadas, é inequívoco, iniludível. Trata-se de preparar o depoimento de pessoas convocadas pela CPI para que elas, uma vez aqui depondo, pudessem apresentar uma versão favorável aos interesses do governo, uma versão que serenasse a controvérsia estabelecida entre a presidente Dilma e os ex-diretores [da Petrobras] a respeito da responsabilidade por esse negócio ruinoso que foi a compra da refinaria de Pasadena – afirmou.
Aloysio Nunes disse ainda que os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS) e José Pimentel (PT-CE), citados na reportagem de Veja, deveriam vir a público esclarecer as denúncias. Ele defendeu a saída de Pimentel da relatoria da CPI, e disse que os servidores mencionados na denúncia, “no interesse da honorabilidade profissional”, deveriam se submeter a um processo administrativo disciplinar, como forma de esclarecer sua participação no caso.
– Em relação aos parlamentares, eu diria que não posso admitir de saída que os senadores citados, ao terem recebido as perguntas com as questões preparadas pelos seus assessores soubessem, de antemão, que o teor dessas perguntas seria comunicado aos depoentes. Não posso supor a má-fé. Agora, não há dúvida de que as pessoas cujos nomes foram apontados na referida reportagem da revista Veja, altos funcionários de Petrobras e altos funcionários do Executivo, foram aqueles que se encarregaram de transmitir as perguntas aos depoentes. Não há dúvida nenhuma quanto a isso – afirmou.
Aloysio Nunes disse que vai cobrar providências do presidente do Senado, Renan Calheiros, como forma de “ver as coisas passadas a limpo” e zelar pelas prerrogativas da instituição. Segundo ele, elas foram “aviltadas e enxovalhadas” no episódio.
Ao final de seu pronunciamento, Aloysio Nunes reiterou que Dilma Rousseff tinha todo o interesse “em colocar panos quentes, em administrar a questão de modo a minimizar o estrago, servindo-se para isso de uma CPI na qual o governo tem controle absoluto”.
– E agora ela vem dizer que o Congresso tem que tomar medidas? Evidentemente que tem, e nós vamos tomar. Mas não há dúvidas de que houve uma flagrante intervenção do Poder Executivo no funcionamento do Congresso, do Senado brasileiro. E a principal responsável pelo Poder Executivo é a presidente da República. É inadmissível que ela não soubesse do que estava sendo tramado no quarto andar do Palácio do Planalto. A menos que o seu alheamento da realidade brasileira seja de tal ordem, aliás amplamente demonstrado em muitos assuntos afetos a sua administração, que ela também esse fato desconhecesse. Um vexame, um vexame – concluiu.
FONTE: Agência Senado
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